Um rascunho sobre autenticidade

#1 Conselhos que eu nunca recebi

Há alguns dias atrás, observando uma fotografia que eu havia feito e refletindo sobre algumas questões internas, consegui finalmente externizar em palavras algo que estava guardado comigo até então. Pensar em estar sozinho sempre me deixou angustiado, seja pela sensação de abandono ou a de incapacidade.

Frequentemente me questiono onde reside minha autenticidade, se sou autêntico, ou se sou um rascunho frágil sustentado para melhor agradar os outros. É que nos moldamos tanto, tentando nos encaixar em certos lugares, que é difícil saber se esse é o nosso eu, ou se é algo emprestado.

Propriedade daquilo a que se pode atribuir fé; legitimidade – Esse é um dos significados dados pelo dicionário ao substantivo feminino – Autenticidade. Isso me faz pensar sobre como estamos frequentemente tentando pegar emprestada a vida de outras pessoas, e como isso dificulta o nosso crescimento em grandes proporções. Indo de encontro ao fato de não buscarmos legitimidade.

Ao longo das experiências aqui e do autoconhecimento, a mais linda descoberta foi saber que posso enxergar meu corpo e minha mente como morada, desfrutar da minha essência e da minha companhia. O que é um processo contínuo, não finalizado.

Entender que não necessariamente precisamos saber de todas as coisas ou ter todas as respostas, mas que na busca por aceitação, precisamos ser fiéis àquilo que nos comprometemos a ser.

Seja seu maior apoio, suporte, sua torcida, passe mais tempo tentando descobrir quem você é. Saiba que mesmo amando estar acompanhado, você pode desfrutar da sua própria companhia, no doce ou no amargo sabor de ser autêntico.

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